sábado, 28 de julho de 2012

Povo louco, idiota e sem-vergonha



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assistam




http://www.youtube.com/watch?v=WTSsyFV5jhM&feature=share



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O socialismo- Assistam ao documentário



Assistam o documentário português sobre o drama dos norte-coreanos que preferem morrer a continuar a viver no inferno comunista da Coreia do Norte e entendam porque muitos cubanos se arriscam à perigosa travessia oceânica até a Flórida.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=mZylCyundUg

O vídeo é um tanto longo, mas dramático e cheio de suspense...

Por que os socialistas brasileiros, que tanto louvam esse sistema brutal, não fazem o caminho inverso?
Este é o meu repto! Que migrem para esses "paraísos" marxistas e nos deixem aqui "livres ví­timas" do capitalismo de mercado.



FRANCISCO VIANNA

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Os americanos já têm uma base militar no Paraguai desde a década de 1980



Trata-se da base aérea de Estigarribia, na Província de El Chaco, próxima à fronteira com a Bolívia, construída por técnicos americanos contratados pelo ditador Alfred Stroessner e com capacidade de abrigar 16.000 soldados, além de aviões e silos de lançamento de mísseis antiaéreos e anti-mísseis.

Um jornalista do jornal argentino Clarin recentemente visitou a base e escreveu que ela está em perfeitas condições de operabilidade. As instalações são superdimensionadas para a força aérea paraguaia, que tem apenas um punhado de aviões de pequeno porte. A base está dotada de um enorme sistema de radar (construção à esquerda da pista num quadrado verde), hangares imensos e torre de controle de tráfego aéreo. A pista de pouso é mais compridas do que as do Aeroporto Internacional de Assunção. Próximo da base aérea existe um campo militar que recentemente aumentou muito de tamanho.

A base de Estigarribia é ideal porque pode ser operacionalizada durante o ano todo e tem-se como certo no país que "a presença militar americana vai aumentar", disse o analista de defesa paraguaio Horacio Galeano Perrone.
FRANCISCO VIANNA

Uma análise excelente que se estende também ao Brasil.




Pseudo-democracias ou pseudo-ditaduras?

Carismáticos e populistas, líderes latino-americanos colocaram em prática regimes híbridos, que se equilibram entre medidas autoritárias e fachada democrática


Os generais já não comandam a América Latina há mais de duas décadas. As ditaduras de direita deram lugar a uma nova forma de autoritarismo: presidentes eleitos que governam de forma bem pouco democrática.
Ao contrário de seus predecessores, estes líderes não torturam cidadãos ou mandam assassinar membros da oposição. Mas, em um punhado de países da América Latina, dirigentes populistas se tornaram um desafio para as instituições democráticas da região. Na Venezuela, Equador, Nicarágua e outros países, líderes carismáticos, com alto índice de aprovação, conseguiram reunir vastos poderes, que lhe permitem de controlar o congresso, marginalizar seus oponentes e a mídia.
“O que estamos vendo na América Latina são presidentes muito populares usando sua condição de maioria para esmagar a oposição, corroer os freios e contrapesos”, disse Javier Corrales, professor da Amherst College e co-autor de Dragão nos Trópicos, um livro de 2011 sobre o presidente venezuelano, Hugo Chávez. “Esses presidentes da América Latina souberam, logo que assumiram, manipular muito habilmente manipulado o sistema a seu favor”.
Nos últimos 20 anos, líderes democraticamente eleitos na região enfraqueceram a democracia, de acordo com a Human Rights Watch, que acompanha de perto diversos países. Na Colômbia, Alvaro Uribe empurrou uma reforma constitucional juridicamente questionável, que permitiu-lhe concorrer novamente em 2006, e seus assessores estão sob investigação por seu papel em um escândalo de espionagem ilegal no Supremo Tribunal Federal. No Peru, Alberto Fujimori fechou o Congresso. Mas Uribe foi barrado em sua busca de um terceiro mandato, e Fujimori e agora está na cadeia.

Hoje, o mais importante e poderoso de um punhado de líderes democraticamente eleitos que cultivam um controle quase total da vida política de seus países é Chávez. Mesmo enquanto ele se recupera de câncer, o ex-tenente-coronel é candidato à reeleição na votação presidencial de outubro. Se eleito, estenderia uma presidência que começou em 1999.

Outros presidentes também consolidaram sua permanência no poder controlando os tribunais (entre outras instituições), o que lhes dá mais poder sobre seus adversários. Esta lista inclui Rafael Correa no Equador, Evo Morales na Bolívia e Daniel Ortega na Nicarágua. Todos se posicionaram veementemente contra a administração Obama, promoveram a intervenção a favor do Estado na economia, e buscaram fortalecer alianças com adversários de Washington, entre eles Cuba, Irã e Rússia.

“São regimes híbridos, em algum lugar entre uma democracia imperfeita e uma ditaduras imperfeita”, diz Teodoro Petkoff, ex-guerrilheiro de esquerda e agora editor do Tal Cual, um jornal de Caracas que tem uma relação conflituosa com Chávez. “Eu prefiro defini-los como autoritários e centrados na personalidade de seus líderes. De certa maneira, acho que Chávez, Correa e Daniel Ortega são iguais na sua busca pelo poder”.

Ao contrário de Cuba, que ainda não tem eleições nem imprensa livre, países da América Central ou a coluna vertebral dos Andes, onde grupos de direitos humanos dizem que a democracia está ameaçada, continua a ter muitas das características de seus vizinhos totalmente democráticos: uma mídia ativa, políticos de oposição e organizações da sociedade civil, como os direitos humanos e grupos de observação eleitoral. Sua capacidade de operar na Venezuela ou no Equador é mais restrita do que, digamos, no Brasil, mas eles fornecem uma aparência de uma democracia vibrante.

“Para regimes baseados nos modernos meios autoritários, ter uma imprensa livre limitada, uma oposição limitada, não é apenas permitido, é realmente necessário, pois garante manter a fachada de um sistema democrático”, disse William J. Dobson , autor de The Dictator’s Learning Curve, um livro recentemente publicado sobre modernos governos autoritários.

O que Chávez e outros presidentes poderosos também têm em comum é ter permanecido no cargo por meio das urnas.

“Eles não roubam votos”, diz José Miguel Vivanco, diretor para Américas da Human Rights Watch. “Mas, uma vez eleitos, o seu exercício de poder é muito diferente do conceito democrático de fortalecimento das instituições democráticas. Em vez disso, o que eles fazem é fraudar o sistema para que possam permanecer no poder indefinidamente”.Fontes:
The Washington Post - Latin America’s new authoritarians

É o que restou da JUSTIÇA....



Carlinhos Cachoeira, ao fazer declaração de amor à sua mulher e pedi-la em casamento em pleno tribunal, não expos apenas sua ignorância em relação ao local em que se encontrava. Agiu exatamente como se acostumou a ver a forma como é tratado um tribunal em nosso paí­s: um lugar como outro qualquer. Agiu como se estivesse, por exemplo, num restaurante ou num botequim. Nosso Tribunal tem o respeito que merece.

Que DEUS proteja a AMERICA!


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Uma perguntinha...

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Adivinha qual deles está aposentado por invalidez desde 1988...

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Entenda como opera o governo “progressista” argentino, obviamente del siglo XXI:





- oposição ao Consenso de Washington;

- ruptura como o Fundo Monetário Internacional (FMI);

- oposição (ambivalente) aos EUA;

- formação de um bloco, formado com Cuba, Venezuela, Equador e Bolívia;

- eliminação de 70% da dívida contraída pelo Estado (principalmente em mãos do sistema de aposentadoria);

- manutenção por 9 anos do default com o Clube de Paris;

- referência à década de 90 e ao “neoliberalismo” em geral, como culpado dos males atuais;

- reivindicavam da década de 70 (do século passado) e sua identificação com os direitos humanos, e o apoio às Mães da Praça de Maio;

- restrição à ação policial dura e respaldo ao garantismo ainda que se registre um forte aumento da insegurança;

- luta contra os produtores rurais por considerá-los oligárquicos, até o ponto de não comparecer à inauguração de uma exposição rural;

- progressivo afastamento da Igreja Católica, tanto no tratamento do aborto, como no casamento igualitário (entre homossexuais); e

- facilitar ou não regular manifestações “piqueteras” nas ruas, inclusive as violentas e intimidatórias.

A justiça só FUNCIONA com pobres...

 
 
 
 
A "Justiça" brasileira, mais uma vez, atuando galhardamente - fosse ela uma estelionatária contumaz, como os componentes destas financeiras ou cachoeiras que existem por aí, AOS MILHARES, ou dona de um cartão de crédito, cobrando juros de 300-400 a.a., ou de um banco, cobrando juros "reduzidos" pela Dilminha de 100 a.a., tudo cerca de 200 a 800 vezes maiores do que os juros praticados lá fora, nos países desenvolvidos e estaria solta, sem problemas, curtindo a vida toda sorridente, com motorista e palácios. Mas, é apenas uma cidadã brasileira, e por isso, sujeita a todo tipo de exploração e miserabilidade (inclusive a exploração dos supermercados, que majoram em 100 a 300% os preços dos produtos alimentícios desde a sua origem) e tudo isso, sem poder chiar. Ela já não tinha 400, ainda ficou devendo um salário mínimo e quase foi presa por tentar prover sua família, QUANDO EM REALIDADE, ESTAVA TENTANDO SOBREVIVER, atuando para minimizar a sua carência ante o roubo nacional contra o Povo autorizado pelos nossos ridículos e corruptos (des)governos e sua (in)justiça.



QUEM É QUE SE ATREVE A CONDENAR TODOS ESTES CRIMINOSOS, QUE TRABALHAM CONTRA O
POVO ?

NINGUÉM !!!!

PARA ESTES, A TAL "JUSTIÇA" NACIONAL ABAIXA A CABEÇA E FAZ REVERÊNCIAS MIL.

VERGONHA TOTAL !!!!!


Massagista compra em mercado, susta o cheque e é condenada por estelionato

Em Içara, no litoral sul catarinense, uma massagista foi condenada à pena de um ano de reclusão por estelionato, revertida em pagamento de prestação pecuniária, após ter cancelado um cheque que emitira para pagar as compras em um supermercado. Depois de ter sido despedida do emprego, a denunciada disse que acreditava não ser crime sustar o título de crédito, já que não tinha como pagar a conta. A ré gastou pouco mais de R$ 400 em um mercado de Içara e alegou, em depoimento perante a Justiça, que sustara o pagamento do título por recomendação da gerente do banco, uma vez que havia informado que não poderia saldar a dívida.

Ainda, alegou que desconhecia a ilicitude do fato, motivo pelo qual não deveria sofrer reprimenda do Estado. Condenada em primeiro grau, a acusada apelou para o Tribunal de Justiça, que confirmou a prática delituosa. “Tal justificativa é totalmente descabida, sendo desnecessário tecer maiores comentários acerca da obrigatoriedade da contraprestação em contratos de compra e venda. Atribuir sua conduta ao gerente da instituição bancária, no mesmo sentido, é impossível de ser imaginado, carecendo de prova robusta da parte que alega”, sustentou o desembargador Sérgio Izidoro Heil, relator da matéria.

O magistrado refutou também o principal argumento da ré, que imaginou estar isenta de responsabilidade penal por atravessar momento de dificuldade financeira. A 2ª Câmara Criminal do TJ apenas reformou parcialmente a sentença para diminuir o valor da condenação, de dez para um salário mínimo, visto que a ré trabalha de forma autônoma como massagista, e os julgadores entenderam que o valor menor já repara o prejuízo da vítima. A votação foi unânime (Ap. Crim. 2009.075413-1).


Relembrando....




Joseph Groebbels, o Ministro da Propaganda de Hitler, um dos mais proeminentes criadores do mito "Fuhrer" (líder, dirigente), controlava toda a mídia da Alemanha nazista. Imprensa escrita, radio, teatro, literatura, música e todos os meios de comunicação era usados para enaltecer e engrandecer a causa nazista e o próprio mito criado, Hitler.

O povo era massiva e sistematicamente bombardeado com frases de efeito, verdadeiras ou não, para uma adesão em massa ao nazismo e , ao mesmo, tempo, endeusar o "fuhrer".
Uma pequena palavra de Goebbels nos revela uma grande "coincidência" com os atos praticados hoje pelo governo federal brasileiro: "O próprio crime em si, se não contra o regime, passa a não o ser".

paulo peixoto


Mensaleiros, justiça e SAFADEZA



VIRTUDES
"A maior virtude do ser humano é ser razoável", já dizia o poeta francês Victor Hugo. É razoável a nova ministra do TCU, Ana Arraes - mãe nada menos que do pressuposto político "da renovação", aquele que vai tomar as rédeas do Brasil e comandar a nova safra de salafrários políticos no futuro, pois de novo nada tem -, considerar regular o não cumprimento do contrato milionário da empresa de Marcos Valério com o Banco do Brasil, só para livrar a cara dos mensaleiros? É razoável o ministro do PT José Eduardo Cardozo, da "Justiça", autor da lei que abriu a brecha para a consideração de Ana Arraes, produzir uma lei para beneficiar bandidos que desviaram dinheiro público? Com a sanção de Lula, em 2010, diga-se. É razoável Dias Toffoli, que foi a vida inteira parceiro ideológico do PT, ser um dos julgadores do processo do mensalão? Nada disso é absolutamente razoável, então, concluímos que esses três ministros e a cambada de políticos envolvida nesses conluios, e em outros, de razoável nada têm. Mas de desonestos, tudo possuem. Por isso mesmo já dá para prever o resultado do julgamento do mensalão, pessimismos à parte. Esperemos que os ministros do STF julguem com honestidade esse processo e sejam razoáveis o bastante para perceberem todos os ardis imorais elaborados por essa "quadrilha" instalada no governo atual. E que não façam parte deste teatro grotesco de horrores para dar aos bandidos a chance de continuarem espoliando o Brasil.
Myrian Macedo

E...?

Salários de desembargadores chegam a R$ 409 mil





Relatório foi publicado atendendo à Lei de Acesso à Informação

J
uízes e desembargadores de Mato Grosso do Sul receberam salário de até R$ 409,4 mil no mês passado, conforme relatório publicado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (TRT24), com base na Lei Federal 11.527/2011, conhecida como Lei do Acesso à Informação.

Conforme o órgão, no mês de junho, 23 juízes e desembargadores receberam vencimentos brutos acima de R$ 100 mil, sendo que 15 ganharam, só no mês passado, mais de R$ 300 mil, cinco vezes o maior salário pago no mesmo mês pelo
Superior Tribunal de Justiça (STJ), considerando-se os R$ 62 mil pagos à ministra Eliana Calmon.

Se for considerar o teto do funcionalismo público no Brasil, que é o salário, de R$ 26,7 mil, pago à
presidente Dilma Roussefff (PT), os salários de 27 magistrados e um servidor (R$ 35,8 mil) do TRT24 extrapolaram o limite constitucional.

No entanto, em nota, o presidente do tribunal,
desembargador Márcio Vasques Thibau de Almeida, justificou que os valores exorbitantes são resultado de uma ação referente a direitos não pagos nos anos 90, que tiveram o aval do Supremo Tribunal Federal e do Ministério do Planejamento, para serem quitados no mês passado.

Eleições americanas


Na semana passada, em um discurso de campanha, Obama resolveu novamente falar aumentar os impostos sobre os mais ricos. É a velha tática da luta de classes. Acontece que no meio do discurso ele se empolgou e começou a dizer que as pessoas não conseguem as coisas sozinhas e foi até o ponto de sugerir que os empreendores devem seu sucesso ao governo que fez pontes, estradas, etc. E soltou a seguinte frase como se estivesse falando com os empreededores: "You didn´t build that" (Você não contruiu isso), como se os empreededores devessem agradecer ao governo.
Isto foi uma catástrofe. Nada mais americano do que a idéia de que a América ama os empreendedores, aqueles que arriscam seu capital em um empreendimento de risco, procurando a inovação e o ganho econômico. Aqueles que ficam ricos ao fazerem isto são sempre saudados nos Estados Unidos, basta ver Bill Gates, Steven Jobs, Donald Trump, os irmãos McDonald, Henry Ford,...Foi assim que os Estados Unidos se tornaram o país mais rico do mundo.

Os Estados Unidos dependem economicamente destes empreendedores, especialmente daqueles que criam pequenas negócios.

Além disso, o governo tem dinheiro para fazer estradas e pontes exatamente por conta de impostos coletados sobre os empreendedores, pequenos e grandes.Os empreendedores não têm que agradecer ao governo e sim o contrário.

Obama viu que cometeu um erro ao renegar tantos pequenos empresários em um momento de alta na taxa de desemprego. E
agora está tenta reverter o erro.

A reação do opositor Mitt Romney foi imediata, ele mesmo reconhecido empreededor norte-americano, filho de emprendedor. Romney deixou claro que empresários (pequenos e grandes) não devem nada ao governo. Mas o próprio povo norte-americano reagiu, e estão fazendo vídeos que dizem a Obama: "Sr. Presidente, Eu Construí isso".

A eleição está muito acirrada, as pesqusas mostram empate técnico, mas certamente a grande força de Romney é sua experiência no mercado privado (que Obama não tem nenhuma). Obama só ajudou a levantar a campanha de Romney. Ele deve aproveitar isto ao máximo e se a economia americana se mantiver cambaleante até as eleições, aumenta-se as chances de derrota de Obama. Vamos ver.



Diferenças

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Um assassino chamado CLEMENTE

 
 
Um dos "justiçamentos" cometidos pela ALN: era assim que os "guerrilheiros" lutavam pela democracia...

prof gustavo- blog do contra


O vídeo que pode ser assistido no link
http://globotv.globo.com/globo-news/globo-news-dossie/v/ex-guerrilheiro-da-luta-armada-confessa-participacao-na-morte-de-um-companheiro/2020170/ é um documento importante para a História. É uma entrevista ao repórter da Globonews Genetton Moraes Neto, conhecido por suas reportagens investigativas (algo infelizmente cada vez mais raro na imprensa brasileira). O entrevistado é um senhor de 61 anos de idade chamado Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, professor de música. É aterrador.



Carlos Eugênio é um ex-terrorista (ou ex-"guerrilheiro", como queiram). Ele foi membro do grupo Ação Libertadora Nacional (ALN), fundada pelo ex-deputado comunista Carlos Mariguella em 1967 e que foi dizimado em 1973 pelos órgãos da repressão político-militar do regime ditatorial de 1964. Recrutado por Mariguella aos 18 anos, primeiro como membro de um grupo de fogo e depois como último comandante militar da organização, Carlos Eugênio, ou "Clemente" – o codinome que usava na clandestinidade – participou diretamente de algumas das ações mais sangrentas da chamada luta armada contra a ditadura militar no Brasil. Entre as ações armadas em que tomou parte e que narra em detalhes, esteve a execução do empresário dinamarquês Henning Albert Boilesen, acusado pelos grupos armados de esquerda de colaborar com a repressão. Boilesen foi assassinado numa emboscada no centro de São Paulo em 1971. Teve o corpo varado a tiros de fuzil e rajadas de metralhadora, sem chance de defesa. Saiu da arma de Carlos Eugênio o tiro de misericórdia. Ele justifica a ação afirmando simplesmente: "era um inimigo".

Outra ação narrada por Carlos Eugênio, já relatada parcialmente em dois livros seus de memórias, é a tentativa frustrada de sequestro do comandante do II Exercito, general Humberto de Souza Melo, que por pouco não acabou num banho de sangue. Ele apresenta inclusive uma lista de "sequestráveis" pelas organizações armadas de esquerda, que incluía empresários e o embaixador do Reino Unido no Brasil, David Hunt (que jamais soube que estava cotado para ser sequestrado). Revela ainda um plano mirabolante do general cubano Arnaldo Ochoa Sánchez (fuzilado a mando de Fidel Castro em 1989) de invasão do Brasil por um grupo de 100 guerrilheiros cubanos, que se embrenhariam na floresta amazônica.


Mas a parte mais estarrecedora da entrevista é quando Carlos Eugênio confessa um dos tabus da luta armada: o assassinato ("justiçamento", como ele diz) de um companheiro da ALN, Márcio Leite de Toledo, morto com oito tiros em São Paulo em 1971.

O que estarrece não é o fato em si – a morte de Márcio Leite de Toledo pelos próprios militantes já era de todos conhecida (os assassinos fizeram questão de deixar um panfleto no local “justificando” o homicídio). O que choca e causa perplexidade é a frieza com que Carlos Eugênio confessa ter participado da execução. Mais: sua insistência em justificar – isso mesmo: justificar – o crime. Márcio Leite de Toledo foi assassinado porque teria "vacilado" – era essa a expressão usada na época –, tendo proposto o fim da luta armada. Por isso, foi considerado "pouco confiável" pela direção da ALN, que decidiu exterminá-lo. Quando indagado sobre o fato, Carlos Eugênio respira fundo e diz: "isso eu nunca tinha falado antes" e "vou responder porque você está perguntando, né?". Depois de tentar justificar o injustificável, ele confessa ter sido um dos que dispararam, afirmando burocraticamente: "cumprimos a tarefa".


"Cumprimos a tarefa"... É assim que a morte brutal de um ser humano, além do mais um membro da própria organização, é encarada: como uma "tarefa", nada mais. Como se fosse uma pichação ou algo do tipo. Aliás, Carlos Eugênio faz questão de frisar: foi uma decisão "da organização" (buscando, assim, eximir-se de qualquer responsabilidade). Foi o "coletivo", entenderam? Ele, Carlos Eugênio, só puxou o gatilho...


Em nenhum momento, Carlos Eugênio se mostra arrependido do que fez. Pelo contrário: faz questão de justificar e enaltecer suas ações, citando até mesmo Clausewitz ("guerra é guerra" etc.). Ao ser lembrado que os ex-agentes do regime militar costumam usar a mesma frase para justificar a repressão, ele se enche de brios: "tortura não é combate". Tampouco o é assaltar bancos, sequestrar pessoas e assassinar os próprios companheiros. Mas Carlos Eugênio não se abala. "Sou um humanista", afirma a certa altura, com convicção.


A partir de certo momento, a entrevista de Carlos Eugênio vira um pequeno comício, mostrando a luta armada do período como uma forma de "resistência democrática". "Foram eles que começaram", ele afirma, com veemência, referindo-se aos militares, aparentemente tomado de amnésia histórica: o projeto guerrilheiro da esquerda radical no Brasil, influenciado pela Revolução Cubana, é anterir ao golpe de 1964; além disso, os documentos de todas as organizações clandestinas de esquerda que pegaram em armas (todas, sem exceção) deixam claro que estas não visavam a restaurar a democracia representativa, que desprezavam, mas a substituir a ditadura dos generais por uma forma de ditadura comunista (como a de Cuba e da Coréia do Norte). Sem falar que, ao dizer que "todos os nossos atos foram esclarecidos", Carlos Eugênio parece também ter sido acometido de um surto de esquecimento. Basta dizer que até hoje não se sabe, exatamente, quantas pessoas foram mortas pela esquerda no período (o número gira em torno de 120). Existem casos, por exemplo, como o do guerrilheiro da ALN Ari Rocha Miranda, morto em circunstâncias misteriosas pela arma de um companheiro de organização, e cujo corpo permanece até hoje desaparecido. Se querem saber onde está o cadaver, perguntem a Carlos Eugênio Paz. Ele provavelmente sabe.

Ao final da entrevista, quando perguntado se daria seu testemunho perante a recém-criada “comissão da verdade”, Carlos Eugênio afirma que sim, mas impõe uma condição: "aceito dar meu testemunho, mas não ser julgado pelo que fiz". Nem poderia. Pela Lei de Anistia de 1979 – a mesma que os revanchistas querem revogar – ele não pode ser julgado e condenado, tendo sido, aliás, indenizado como "perseguido político" e reintegrado ao Exército, do qual desertou em 1968, com a patente de sargento. De que julgamento ele está falando, então? Do julgamento da História. Para ele, assim como para alguns integrantes da tal comissão, os atos da esquerda armada estão acima do bem e do mal. Não devem ser discutidos – e ponto final.


Agora vamos fazer, leitor, um pequeno exercício de imaginação: imagine que um ex-torturador do DOPS ou do DOI-CODI viesse a público confessar seus crimes. Imagine que ele buscasse justificá-los, afirmando que as vítimas eram inimigos e mereciam morrer, pois afinal "guerra é guerra". Imagine que ele buscasse se safar dizendo que era parte de uma máquina e que apenas seguia ordens. Imagine que confessasse ainda ter recebido assessoramento, nessa tarefa macabra, de agentes da CIA ou do FBI. E que não mostrasse, ao descrever essas atrocidades, nenhum sinal de arrependimento, exigindo de todos aplausos pelo que fez. E que, ainda por cima, se diga um democrata e um humanista. Preciso dizer mais?


A entrevista de Carlos Eugênio Paz é um pilar a mais no edifício monstruoso de mistificação da História brasileira recente erguido pela esquerda. Não satisfeito em desumanizar as vítimas do terrrorismo e em edulcorar a luta armada, cobrindo-a com a aura heróica de "resistência democrática", o entrevistado ainda exige reverência por ter cometido atos como o assassinato de um companheiro de luta. Assim como uma certa presidente da República que até hoje não disse claramente o que fez quando militou em três organizações armadas de extrema-esquerda, ele quer que todos acreditem que lhe devemos o fato de vivermos hoje numa democracia, quando é ele que lhe deve a vida. Não se arrepende. Não pede desculpas. Vangloria-se.


Nesse ponto, gente como Carlos Eugênio Paz se distingue moralmente dos torturadores e militares que participaram do combate à luta armada. Com efeito, estes até hoje se escondem, envergonhados. Os ex-terroristas, não. Pelo contrário: orgulham-se do que fizeram. E não aceitam que seus atos sejam colocados em questão. Em outras palavras: mataram, assaltaram e sequestraram, mas o fizeram por amor à humanidade, é o que estão dizendo. E não aceitam ser julgados – ou seja, criticados.

O ex-terrorista Carlos Eugênio Paz, que jamais foi preso, mostrou-se impiedoso ao fuzilar inimigos e companheiros de luta em nome de uma causa totalitária. Agora, revela-se igualmente impiedoso ao massacrar a História. Nisso, ele não foi – não é – nada "Clemente".

A vergonhosa e criminosa justiça brasileira

 
 

Arquivado o processo de Erenice Guerra.
A Justiça não viu nada que ela fez.
O Brasil inteiro viu!!

Acorda BRASIL


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foto

Nunca muda....


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