A declaração da filósofa e professora da USP Marilena Chaui no debate sobre os dez anos do governo do PT é, no mínimo, curiosa. "Odeio a classe média. É um atraso de vida, a estupidez, o que tem de mais reacionário, conservador arrogante e terrorista", afirmou, do alto de sua sapiência (15/5, C2).
Ficam, então, as dúvidas:
1) Quer dizer que a ilustre professora odeia todos os seus colegas professores e também a maioria dos alunos não só da USP, mas de todas as escolas, uma vez que a maioria deles pertence à classe média? Ou os professores da USP poderiam ser classificados como "uma classe média especial"?
2) Qual a carga de ódio que essa senhora carrega para odiar mais de metade da população brasileira?
3) É com esse espírito que ela dá suas aulas, transmitindo ódio e ressentimento?
4) E quanto aos milhares de petistas que ascenderam à classe média - incluindo o ex-presidente Lula, que no momento do debate ainda brincou dizendo ter lutado para chegar lá, ou seja, para ser incluído nessa classificação -, muitos se aproveitando da farta distribuição de cargos, também são odiados pela mestra?
5) Será que uma parcela desse ódio sobra para a "elite" que o PT sempre criticou antes de chegar ao poder e hoje vive à custa de generosos empréstimos do BNDES, dos quais sempre sobra uma fatia para as doações de campanha, ou essa elite estaria acima do bem e do mal?
6) Será que a professora quis dizer que mais de metade dos brasileiros são estúpidos, reacionários, arrogantes e terroristas?
7) Poderia a nobre professora descer de seu altar e apontar algum integrante da classe média que tenha praticado ato de terror em tempos recentes?
8) Por último, será que esse ódio todo é dirigido contra pessoas que desejam apenas trabalhar, estudar, realizar suas aspirações e ver um País melhor, sem corrupção, sem mensalões, sem populismo oportunista e sem que o Estado seja posto a serviço de um grupo que tenta perpetuar-se no poder?
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