sábado, 13 de outubro de 2012

DENUNCIA -COMO OS ESTUDANTES DE MEDICINA VÊM SENDO DOUTRINADOS PARA SE TORNAREM ANTIMÉDICOS.


MARCELO CAIXETA- MEDICO PSIQUIATRA

1\ Estudante, como todo jovem, sexo masculino e feminino, têm muita testosterona, hormônio da sexualidade e da agressividade, da revolta, da independência.


2\ Tal “revolta autoritária” é aproveitada pelos primeiros mestres destes alunos : por esquerdistas, paramédicos, forças anti-racionais, “forças do pós-modernismo antifálico”. Estas forças inculcam na cabeça do aluno que o “médico tradicional” é : arrogante, individualista, autoritário, patriarcal, “de direita”, “rico”, “empresário”, capitalista, não-socialista, submisso às forças do mercado, interessado apenas no capital e no próprio bem-estar.

3\ Com a desculpa de que nos primeiros anos de curso médico este pode ser dado por não-médicos, o esquerdismo do Ministério da Educação - MEC e das pedagogas-psicólogas-antifálicas , instituiu uma grade curricular completamente anti-médica. Por exemplo : 3.a. - os alunos, em média, tem 5 anos de “saúde coletiva” ( que é pura doutrinação esquerdista ) , e dez dias ( isto mesmo, “dez dias” ) de UTI. 3.b. as matérias com nome médico foram todas rebatizadas. Por ex., 3b1 - psiquiatria, virou “saúde mental”. 3b2. Ginecologia - saúde da mulher. 3b3- pediatria - saúde da criança. 3b4- geriatria - saúde da terceira idade, 3b5 - psicologia médica ( relação médico paciente ) virou “ relações humanas nas práticas de saúde”, e por aí vai...

4\ Portanto, nos primeiros anos, “bombardeia-se” a cabeça do estudante para que ele seja mais “socializado”, mais “delicado” ( “não fale doença mental, doença psiquiátrica, fale “distúrbio psicológico”, fale “agravo de saúde mental” ), mais “humano”, menos “médico”, menos “frio”, menos “científico”, “mais saúde coletiva e menos UTI”.

5\ Convencionou-se, nas escolas médicas , monitoradas, engessadas e acorrentadas pelos ideólogos-esquerdistas-psicopedagogos-nãomédicos-antimédicos do MEC, que o melhor “é a medicina de posto de saúde”, o melhor é “a medicina pés-descalço”, a “saúde preventiva”, a “medicina comunitária”, a “medicina socializada”, “o diagnóstico tem de ser compartilhado, tem de ser socializado”, a “medicina só funciona se for dividida pelo mulltiprofissionalismo”, e por aí vai. Ao contrário, também convencionou-se que a “especialização médica é ruim”, o “hospital é ruim”, a “ciência médica \tecnologia médica é ruim”, os “exames laboratoriais\imaginológicos são ruins”, a “medicina de consultório, individualizada, é ruim”, a “independência da prática e do diagnóstico médico é ruim”. Na UFG, por ex., dentro desta política de “medicina antimédica”, colocam estudantes para aprender com agentes de saúde e auxiliares de enfermagem em postos de periferia.


6\ Portanto, forças esquerdistas (ou seja, anti-força do indivíduo , pró-força do “social” ), anti-fálicas, pós-modernas, anti-razão, anti-força, anti-masculino, se uniram no início do curso médico, sem que ninguém veja, sem que ninguém contra-ataque. E tais programas não são só vigentes em universidades públicas, são impostos goela abaixo de qualquer faculdade de medicina, mesmo particular. Desde o início de seus cursos, durante aproximadamente 3 anos e meio, os estudantes aprendem que “o modelo biomédico faliu, o melhor é o modelo bio-psico-social”, aprendem de paramédicos, antimédicos, que a ciência médica é falha, é fria, é capitalista, é individualista. Aprendem que o bom é “dividir a medicina com todos os profissionais”, aprendem que o psicólogo entende mais do psiquismo do que o psiquiatra, o fisioterapeuta entende mais de musculoesquelético do que o fisiatra\ortopedista, a fonoaudióloga entende mais de linguagem do que o otorrino\foniatra, etc.


7\ Portanto, nesta doutrinação esquerdista\antimédica , o “o ataque que oftalmologistas fazem contra os optometristas, ou que dermatologistas fazem contra “biomédico\fisioterapeutas\esteticistas, ou que anatomopatologistas\patologistas clínicos fazem contra biomédicos\farmaceuticos\citopatologistas não-médicos, é tudo reserva de mercado, é tudo capitalismo ( não é porque eles não tem capacidade técnica , ou porque não estudaram e não praticaram para isto , não tem autorização legal para isto ).


8\ Quando algum médico ou entidade médica tenta rebater tudo isto, a cabeça dos estudantes já foi preparada preventivamente pelos professores antimédicos : “ eles estão apenas se defendendo, machisticamente, capitalisticamente, direitisticamente, individualisticamente”. Só querem a “antiga força patriarcal e a reserva de mercado”.


9\ Os professores de medicina antimédicos , paramédicos, já se instalaram no “início” das faculdades de medicina, no início das grades curriculares, alguns com cargos que os influenciam por todo o curso ( p.ex., psicólogas dos setores de “apoio ao estudante”, pedagogas dos setores de “apoio pedagógico ao estudante”, sociólogos\assistentes sociais dos núcleos comunitários, etc ). Já se infiltraram na burocracia das faculdades de medicina e lá, em nome de suas “políticas humanistas”, “psico-pedagogia”, etc, já dominam toda a ideologia do curso. Já ganham muito, já têm um “corpo econômico” e uma força identitária profissional, o que os fortalece e os enraíza muito mais. Em nome da “especialização psico-pedagógica” necessária para lidar com “coisas que os médicos não sabem lidar” ( curriculums, programas, grades, lei de diretrizes básicas da educação, etc ), dominaram este campo, alijando os médicos e inoculando a ideologia antimédica, antifálica, anti-indivíduo, anti-iniciativa--própria.


10\ com toda esta doutrinação, é muito fácil acabar com tudo que a medicina e o hospital representam. E todo o governo repercute isto, em todos os níveis. O Ministério da Saúde, por exemplo, em todas suas iniciativas, campanhas, cartazes, nunca cita o nome “médico”, o nome “hospital”. Agora mesmo, em campanha de emergências médicas, só fala em “atendimento”, em “situações de emergência”, em “profissionais”, em “unidades de saúde”, mas nunca , nunca fala em “médicos e hospitais”. O nosso próprio sistema de atendimento médico móvel de urgência, que foi copiado da França , até no símbolo ( cuja sigla - SAMU - indica : “serviço de atendimento médico de urgência ) , nas mãos dos governos esquerdistas, virou “serviço de atendimento MÓVEL de urgência”. OU seja, para o governo, o MÉDICO foi trocado por um MÓVEL



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Um comentário:

  1. E certamente depois de formados irão estagiar nos melhores hospitais Cubanos.

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