Mendes citou o caso de Estados onde falta comida para os presos. "Não dá para dizer que essa é responsabilidade do Estado. É preciso que, de fato, a União assuma claramente as suas responsabilidades que vão além de uma secretaria de segurança pública burocraticamente provida em Brasília", disse, em alusão à Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça.
O ministro destacou que a União dispõe de Polícia Federal, de recursos suficientes e das Forças Armadas. "O governo federal tem o dever de policiar as fronteiras, tem todo esse aparato que é ligado à União, Ministério Público Federal, Justiça Federal, me parece que é chegada a hora de se fazer essa coordenação", declarou Mendes.
Ele disse que a União não tem interesse em conversar sobre o tema. "Quando se chama secretários de segurança para conversar sobre isso, eles dizem 'E os recursos, de onde virão?' Virão da União, em geral. Por isso essa conversa é desagradável e a União nunca quis assumir ou sempre faz auxílios tópicos. Mas essa questão tem que entrar na agenda federal e sem conversa fiada."
Mendes defendeu ainda a adoção de uma política nacional para barrar a violência. "A União tem que ter um papel central. Nós não produzimos cocaína, ela vem do exterior, passa pelas fronteiras. Alguém está coordenando uma ação contra isso? Faltas elementares como essa, presídios sem comida para os presos, alguém está gerenciado isso?" (Estadão)


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