sábado, 5 de maio de 2012

O SOCIALISMO E A MORDAÇA




A SOCIEDADE INTERAMERICANA DE IMPRENSA FAZ UM LIBELO CONTRA A CENSURA E A VIOLÊNCIA ESTATAL CONTRA A MÍDIA PRIVADA E INDEPENDENTE NA AMÉRICA LATINA.
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SII) condenou veementemente, hoje, na véspera do Dia da Liberdade de Imprensa, a conduta dos governos autoritários do Equador e de sua inspiradora ditadura socialista de Cuba de censurar ostensivamente os jornais e os meios de comunicação em seus paupérrimos países, para, ao mesmo tempo, enaltecer os esforços das autoridades de El Salvador e do México, entre outros, para manter suas mídias fora do alcance da censura governamental.


“Preocupam-nos os mecanismos diretos e sutis - ou ainda não tão sutis assim, como no caso de Equador –, onde são utilizados métodos de pressão econômica, legais e judiciais empregados em vários países de nossa região contra a livre informação”, disse ontem a organização sediada em Miami (EUA). “Tais mecanismos são direcionados intencionalmente para estabelecer a “censura prévia e a autocensura”, o que não apenas deforma a finalidade desses meios, mas também deteriora o direito do público que paga para receber informação verídica e em tempo real”, disse no comunicado.

Apesar de Cuba ter expressado ‘seu desejo’ de que as próximas mudanças “na única ditadura declarada e aberta” que sobrevive em nosso continente (posto que há outros regimes autoritários disfarçados em democracias) incluam “o respeito à liberdade de expressão de seus cidadãos, o fim da perseguição a jornalistas independentes, blogueiros e dissidentes do regime, e a permissão ao acesso irrestrito à Internet”, não é isso – segundo a SII – que se espera ocorrer num futuro próximo.

“Mantemos nossa profunda preocupação com os países onde existe mais discriminação em termos de outorga da publicidade oficial, como na Argentina, na Bolívia, no Equador, em El Salvador, na Nicarágua e na Venezuela”, acrescentou a SII. Sem definir a quais discriminações se refere, a SII também lamentou que “haja governos que tentam aprovar leis de imprensa com a intenção de limitar e manietar a capacidade da mídia privada e independente de informar e comentar sobre as frequentes denúncias do jornalismo investigativo, cooptando o chamado ‘quarto poder’ que age como um contrapeso aos excessos e desvios dos demais poderes numa democracia”. “É decadente e intolerável que em muitos países os seus estados, usando dinheiro público, expropriem, criem ou comprem meios de comunicação para usá-los a seguir como ferramentas partidárias e não como meios públicos”, acrescentou.
Na véspera do Dia da Liberdade de Imprensa, o relatório da SII lembrou que nos últimos doze meses pelo menos 24 jornalistas foram mortos no Brasil, na Colômbia, na Guatemala, no Haiti, em Honduras, no México, no Peru e na República Dominicana. Também declarou sua solidariedade com “todos aqueles jornalistas tradicionais, que prezam a lisura de sua profissão e as legítimas obrigações de sua cidadania, assim como os blogueiros e proprietários de meios de comunicação privados, que foram agredidos, ameaçados ou tiveram que se refugiar e asilar em outros países após serem hostilizados e perseguidos por causa de seu trabalho”.

A hostilidade e censura à imprensa é a ferramenta repressiva habitual dos caudilhos, ditadores (socialistas ou não), demagogos e populistas como meio de evitar à força que a verdade dos fatos chegue ao conhecimento do público e, para isso, usam sem decoro o dinheiro público para perpetuar a vigência de mentiras agindo de forma encoberta no sentido da consecução dos seus mais sinistros desígnios.


FRANCISCO VIANA

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