domingo, 4 de novembro de 2012

Até hoje nenhum estudo sério confirmou algum mal por conta dos transgênicos. Mas como a questão é ideológica (anticapitalismo), os vanguardistas do atraso persistem com as falácias.




GREENPEACE

Salvem as baleias, esqueçam as crianças

Batalha do Greenpeace para proibir consumo do 'arroz dourado' em países pobres ignora pesquisas científicas em nome do ativismo equivocado



Desde a fundação do Greenpeace, a organização sempre criou publicidades criativas que chamassem a atenção do público para as causas que defende. Poucas pessoas sabem, no entanto, que o Greenpeace não faz campanha apenas para salvar baleias, por exemplo. Seu poderoso braço de relações públicas e marketing também lidera um esforço massivo para impedir que milhões de crianças em alguns dos países mais pobres do mundo obtenham nutrientes essenciais capazes de prevenir a cegueira ou até a morte.
O novo inimigo declarado do Greenpeace é a variedade de um grão popularmente conhecida como “arroz dourado”. O arroz é um dos pilares da alimentação de centenas de milhões de pessoas, especialmente na Ásia. Embora o arroz tradicional seja uma excelente fonte de calorias, ele não contém certos micronutrientes necessários para uma dieta balanceada. Nas décadas de 1980 e 1990, os cientistas alemães Ingo Potrykus e Peter Beyer desenvolveram o arroz dourado, uma variedade transgênica do grão, biofortificada e enriquecida com genes que produzem beta-caroteno, uma das fontes de vitamina A.


Riscos da falta de vitamina A

A deficiência de vitamina A é um problema epidêmico em países pobres, onde a maioria das pessoas mantêm uma dieta composta, em sua maioria, do arroz tradicional. Nestes países, cerca de 200 a 300 milhões de crianças em idade pré-escolar estão no grupo de risco para a falta da vitamina, o que aumenta as chances de doenças comuns como sarampo e diarreia. Cerca de 500 mil crianças ficam cegas anualmente por falta de vitamina A, 70% das quais morrem no mesmo ano. O arroz dourado, portanto, poderia trazer benefícios para a saúde humana comparáveis ao advento da vacina contra o pólio. Mas ao invés disso, grupos críticos aos transgênicos, como o Greenpeace, oferecem às agências reguladoras destes países pobres um motivo político para retardar a aprovação de inovações capazes de salvar vidas.

Alimentos geneticamente modificados são um grande alvo de grupos ambientalistas há anos, talvez porque os transgênicos encarnam os “males” dos alimentos”artificiais”, combinado ao fato de serem produzidos em grandes laboratórios de pesquisa. Nos Estados Unidos, cerca de 85% de todo o milho e 91% de toda a soja cultivada é geneticamente modificada. Em quase 20 anos de consumo, nenhum problema de saúde ou problema ambiental foi identificado.
O Greenpeace alega que o nível de beta-caroteno no arroz dourado é muito baixo para surtir efeito ou tão alto que causaria a intoxicação. Contudo, os testes têm mostrado que o alimento pode ser altamente eficaz na prevenção da deficiência de vitamina A, e que a intoxicação é praticamente impossível. Com a ciência contra ela, a organização teve que adotar um novo tipo de estratégia, passando a assustar as nações para que evitem o consumo do arroz dourado.



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