Quem efetivamente está se globalizando é a Máfia italiana e coirmãs que operam eficientemente no mercado (livre) do crime e cuja lógica é do poder e funcionalidade como fim, aproveitando-se das vulnerabilidades e distorções do desenvolvimento socioeconômico.
Observe que no cenário da globalização - de expansão dos mercados - os negócios que mais crescem são os ilícitos (mercados ilícitos), especialmente o de tráfico de entorpecentes, contrabando, tráfico de armas, todos alheios a crises, debilidades e vulnerabilidades econômico-financeiras; seguem rigorosamente as leis do mercado, aproveitando-se das vulnerabilidades e desestruturação da infra-estrutura produtiva do Estado, dos baixos níveis de segurança e repressão; fortalecem-se no ambiente de fraqueza do sistema legal, repressivo penal e tributário; obtém altíssimos lucros, superior aos usurários, o que possibilita seu autofinanciamento; aumentam a circulação e a expansão da renda; estabelecem suas próprias regras, no mercado ilícito, e, ainda impõem seu próprio aparato de segurança (com justiça rápida e eficiente); dispensa mão de obra de elevado nível intelectual; aproveitam-se da economia de escala com descentralização das operações, nos moldes das práticas empresariais mais avançadas; combinam autofinanciamento típico das antigas estratégias nacionais de produção, transporte, circulação e venda com a aceleração dos prazos de entrega das mercadorias, com a flexibilidade de métodos que marcam os empreendimentos internacionalizados de última geração; estreitam vínculos com nossos vizinhos sul americanos ao mesmo tempo que antecipam a nova integração no espaço econômico vislumbrado, mas não consumado pela ALCA; enfim relativizam a soberania pela globalização, mas das atividades criminosas.
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