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E aquela maracutaia em que a Petrobrás, na gestão de Gabrielli, comprou por mais de US$ 1 bilhão a refinaria de Pasadena, no Texas, que valia menos de US$ 50 milhões.
Quando finalmente a Petrobrás decidiu livrar-se da “Pasadena” , pondo-a à venda, entendeu o tamanho do rombo. A única oferta recebida - da multinacional americana Valero - foi de cerca de 180 milhões de dólares. Então, vem o MP e diz que o fato de a Petrobras ter gasto mais de um US$ 1 bilhão em uma refinaria que custara menos de US$ 50 milhões indica uma compra superfaturada. Oras, mais tá na cara!!!
A história revista com os dados disponíveis hoje é assustadora. A Pasadena Refining System Inc. estava desativada quando foi comprada por 42,5 milhões de dólares pela Astra Oil, em janeiro de 2005. Além de antiquada e pequena para os padrões americanos (com capacidade para 100 000 barris por dia), tinha outra limitação mais grave. Ela não estava preparada para processar o petróleo brasileiro, o óleo pesado produzido na Bacia de Campos. Mesmo assim, o brasileiro Alberto Feilhaber, que depois de duas décadas de Petrobras havia se tornado executivo da Astra nos Estados Unidos, encontrou as portas abertas na estatal brasileira. Em janeiro de 2006, Feilhaber conseguiu um feito notável mesmo para a história de grandes e inexplicados negócios da indústria do petróleo. Vendeu metade da planta de Pasadena à Petrobras por 360 milhões de dólares. Uma valorização de 1 500%. "Foi um triunfo financeiro acima de qualquer expectativa razoável", comemorou a própria Astra no balanço daquele ano.
http://www.portali9.com.br/noticias/denuncia/petrobras-pagou-us-1-bilhao-em-uma-refinaria-que-custaria-menos-de-us-50-mi
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